10 de dez. de 2010

Yes em São Paulo - 28/11/2010


Após onze anos, os fãs de progressivo foram brindados com o retorno de uns dos maiores ícones do gênero, o Yes. Banda seminal do rock independentemente do gênero, a vinda de Steve Howe, Chris Squire e Alan White por si só significam a presença nestas terras de três quintos de uma das mais representativas formações que já deram o ar da graça neste planeta.

Com casa cheia, o show estava incialmente marcado para as 21 horas, mas sofreu atraso de uma hora e meia, creditado a problemas no voo partindo de Florianópolis, por sua vez creditado a nossa sensacional Infraero. Como consequência, o show começou com o citado atraso e com o som algo embolado em “Siberian Khatru”, faixa de abertura dos shows do Yes desde a época de sua gravação no sensacional (e seminal) Close to the Edge.

Logo na faixa de abertura, a primeira grande surpresa do show. Apesar do andamento ainda mais lento que de costume e do som embolado (por não haver passagem prévia de som), o mestre Steve Howe mandou um solo fantástico no final da música, tocando com uma energia muito mais vibrante do que das vezes anteriores em que o vi, e que se repetiu ao longo de todo o show. Nota 10 pra ele!

A segunda faixa foi “All Good People”, clássico da banda gravado no The Yes Album, que pode ser vista no vídeo abaixo.



Após poucos o som foi entrando nos eixos, mas a banda claramente sofreu de cansaço e/ou falta de entrosamento, visto que eles estavam no estúdio e retomaram os shows ao vivo para uma pequena turnê pela América do Sul, e cometeu alguns erros. Mesmo assim, alguns momentos foram marcantes, como na sempre maravilhosa “And You and I”.



De surpresas (para quem não acompanha as notícias da banda), os caras mandaram bem em “Astral Traveller”, com um solo correto do Alan White, e em “Tempus Fugit”, faixa do álbum Drama que só pode ser incluída graças à substituição do Jon Anderson, que não participou da gravação original, pelo canadense Benoit David. O novo vocalista não brilhou, mas deu conta do recado, o que é uma tarefa bastante complicada, e seu timbre é tão parecido com o do Anderson que em dados momentos eu podia jurar que era o original cantando.

Sobre Oliver Wakeman, filho do melhor e mais mais carismático tecladista do Yes, achei-o burocrático e sem carisma. Ainda pode melhorar muito, mas me parece que a banda estava melhor servida com o tecladista que veio pra cá da última vez, o russo Igor Koroshev.

Por fim, Chris Squire continua dando seu show de sempre no baixo, ele que é um dos maiores baixistas que já vi tocar. Uma mostra do que ele ainda é capaz de fazer pôde ser vista e ouvida em "Starship Trooper", que encerrou o bom show.



Aproveito para agradecer os três vídeos bem legais que incluí no post (também disponíveis em HD), que passam uma ideia melhor do que rolou nessa grande noite. Estes vídeos gravados durante o show foram gentilmente cedidos pelo amigo Luciano “Fluid Man” Carneiro, ótimo tecladista da banda Dreamers (cover do Supertramp), e que estava a poucos metros de onde eu assisti ao concerto. Valeu, Luciano!

Até a próxima! :-)

Nenhum comentário:

Postar um comentário